Afastados 3 PMs envolvidos na morte de deficiente durante abordagem

G1 MT

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O policial alegou ter atirado porque o rapaz esboçou reação ao ser abordado. Também deve ser apurado o motivo pelo qual o disparo atingiu o abdômen. Perguntando sobre o motivo pelo qual o disparo não foi efetuado contra a perna ou outro membro de Ademar, em vez de uma região onde órgãos vitais poderiam ser afetados, um dos policiais que atendeu a ocorrência informou que, 'no calor do momento', é difícil definir o local onde o tiro irá acertar.
Para a família do jovem, a abordagem policial não foi correta, principalmente porque o jovem não estava armado. "A abordagem não foi correta. Meu filho não estava armado. Era um menino especial, nem falava direito, não fazia mal a ninguém", reclamou Ademar Oliveira, de 55 anos, pai da vítima. Ele disse que o filho tinha transtornos mentais e naquela data saiu de casa sozinho, sendo percebida a ausência dele cerca de 15 minutos depois. "O menino [Ademar] correu de medo deles [policiais] e eles atiraram nele", lamentou.
Após ser atingido pelo disparo de arma de fogo, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Com ele, foi encontrado um facão que estava amarrado em sua cintura.
O corpo de Ademar foi sepultado na tarde desta quarta-feira (8), no Cemitério Parque Bom Jesus de Cuiabá, no Bairro Parque Cuiabá.
Em entrevista à TV Centro América, o secretário de Segurança Pública do Estado, Alexandre Bustamante, afirmou que os policiais são preparados para não matar ninguém. "Nenhum policial sai de casa para matar alguém. Nós ficamos tristes com o ocorrido, mas a gente sabe que a Polícia Militar é muito maior que a atividade de um profissional", pontuou.