Brasileiro preso na Indonésia será executado neste sábado, diz jornal

15/01/2015 10:52

 

Em 2003, Marco Moreira tentou entrar no país com 13 quilos de cocaína escondidos em tubos de uma asa-delta

REDAÇÃO:  alternativa.co.jp

 

 

Jacarta - O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 53, deverá ser executado por fuzilamento na Indonésia na noite deste sábado (17). A informação foi dada por Tony Spontana, porta-voz da Procuradoria-Geral da Indonésia à Folha de S.Paulo nesta quinta-feira.


O jornal informou que se a sentença for mesmo cumprida, será o primeiro brasileiro a ser executado no exterior.


Tanto o brasileiro quanto o Itamaraty já foram informados sobre a execução.


Em 2003, Marco tentou entrar na Indonésia com 13,4 kg de cocaína escondidos em tubos de uma asa-delta. Um ano depois ele foi condenado.


Segundo a Folha, Marco deixou a prisão de Pasir Putih na quarta-feira para outra unidade, como preparação para a execução.


O réu ficará isolado até o momento do fuzilamento, conforme informado pelo advogado Utomo Karim, contratado pelo brasileiro para defendê-lo. No Brasil amigos fizeram campanhas em redes sociais para tentar evitar a execução.


Os pais de Marco morreram. Ele é solteiro e não tem filhos.


O advogado Karim disse que no momento somente a intervenção da presidente Dilma Rousseff junto a Widodo poderia adiar a execução. O jornal Folha informou, porém, que o presidente indonésio não respondeu até o momento aos pedidos de contato feitos pelo governo brasileiro.


Widodo é um defensor da pena capital para traficantes, com o argumento de que este crime prejudica as futuras gerações do país.


Sessenta e quatro presos estão no corredor da morte na Indonésia. Desde 2001, 27 foram executados, sendo sete por tráfico. O último fuzilamento, de cinco condenados, foi em 2013.


No corredor da morte da Indonésia há outro brasileiro, o paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, 42, igualmente condenado por tráfico. Ele teve rejeitado seu pedido de clemência junto ao presidente Joko Widodo, o que significa que não há como impedir a execução.


Foto: Reuters
Marco Archer Cardoso Moreira em foto de 2004, ano em que foi condenado à pena de morte na Indonésia