Britânica de 56 anos é condenada à morte por tráfico na Indonésia

 

Um tribunal da Indonésia condenou à morte nesta terça-feira uma avó britânica de 56 anos por tráfico de cocaína na ilha turística de Bali.

Um tribunal da Indonésia condenou à morte nesta terça-feira 

uma avó britânica de 56 anos por 

tráfico de cocaína na ilha turística de Bali.
REUTERS/Stringer

 
 
Uma britânica de 56 anos foi condenada à pena de morte nesta terça-feira em um tribunal de Denpasar, em Bali, na Indonésia. Ela foi acusada de pertencer a uma quadrilha de tráfico internacional de cocaína.
 
 
Enquanto ouvia o veredicto acompanhada de um tradutor, Lindsay June Sandiford cobriu várias vezes o rosto com um lenço. O advogado da britânica anunciou que provavelmente vai recorrer da decisão. Sandiford estava presa desde o dia 19 de maio de 2012, quando foi flagrada tentando entrar na ilha com cerca de 4,79 quilos de cocaína, num valor estimado em cerca de US$ 2,5 milhões (R$ 5,1 milhões).

 

Na ocasião, Sandiford, uma dona de casa, viajou de primeira classe de Bangkok, na Tailândia, até Bali, onde tentou desembarcar com a droga escondida em fundos falsos de um casaco. Ela foi flagrada por uma máquina de raio-x e detida por policiais do aeroporto.

 

Sandiford explicou ter sido obrigada a transportar a droga para proteger seus filhos. A senhora colaborou com as investigações policiais, ajudando a desmantelar a rede de tráfico, que resultou na prisão de outros três britânicos e um indiano. Por conta da colaboração, a acusação pediu uma pena de 15 anos de prisão, mas a Justiça foi mais severa. A legislação indonésia contra tráfico de drogas é uma das mais rígidas do mundo. Bagus Komang Wijaya Adi, um dos juízes que pronunciaram a sentença, declarou que a acusada “não tinha nenhuma circunstância atenuante em seu favor”.

 

“Nós nos opomos a esta pena. Jamais poderíamos pensar que a nossa cliente poderia ser condenada à morte. Nós vamos falar com ela, mas muito provavelmente vamos recorrer”, declarou o defensor Esra Karaokaro. Dois dos britânicos também presos pelo caso, Rachel Dougall e Paul Beales, foram condenados a penas bem mais leves, de um e quatro anos de detenção, respectivamente. O terceiro, Julian Ponder, aguarda a decisão judicial no final do mês.

 

Cerca de 140 pessoas - entre os quais muitos estrangeiros - estão atualmente no chamado "corredor da morte", esperando pela execução - aproximadamente um terço dos condenados são estrangeiros, incluindo o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira. O consulado britânico em Bali divulgou nota na qual se declarou extremamente contrário à pena de morte em qualquer circunstância.

 

RFI