Cadeia de Barra do Garças é apontada como exemplo para o Brasil

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A Cadeia Pública da Comarca de Barra do Garças (distante 509 km de Cuiabá) foi eleita como uma das melhores do Brasil. A notícia foi dada pelo representante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), durante a entrega das obras de ampliação e reforma, ocorrida no período do Mutirão Carcerário. 
 
O juiz da Primeira Vara Criminal de Barra do Garças, Bruno D´Oliveira Marques, destacou a participação da sociedade e as parcerias entre Poder Judiciário, Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Ministério Público, Conselho da Comunidade e Prefeituras de Barras dos Garças, Pontal do Araguaia, General Carneiro, Torixoréu, Ribeirãozinho e Araguaiana que pertencem à jurisdição da comarca. 
 
“Estamos vendo o que deveríamos observar em todo o sistema prisional. O envolvimento da sociedade para a construção de um ambiente arejado e bem cuidado, que propicie a oportunidade do recuperando estudar, desenvolver outras atividades e ter perspectivas para quando sair do sistema, retomar sua vida de forma correta”, disse o juiz-coordenador do CNJ no mutirão em Mato Grosso, Albino Coimbra Neto.
 
As obras de reforma e ampliação iniciadas no final do mês de julho do ano passado tiveram a participação de dez recuperandos, que receberam pelo serviço e ainda remiram dias na pena, além de auxiliar na economia dos gastos. Inicialmente a estrutura construída no início da década de 80 tinha capacidade para 65 presos e abrigava 180. Após as obras a capacitada foi ampliada para 113 e atualmente 115 recuperandos estão recolhidos. Foram entregues quatro novas celas, sala de armas, sala de aula, dois alojamentos para agentes prisionais e um novo espaço para o setor administrativo.
 
O Poder Judiciário por meio de prestação pecuniária, conseguiu R$280 mil, R$105 mil foram repassados pela Sejudh, R$80 mil pela Sema regional. A Prefeitura de Barra do Garças doou outros R40 mil e as demais prefeituras, R$10 mil cada. Perfazendo o total de R$555 mil. O dinheiro foi depositado na conta do Conselho da Comunidade, que contratou mão de obra e adquiriu o material. Um contador acompanhou a execução das despesas.
 
Por: Arthur Santos da Silva/ Olhar Direto