Greve atinge 100% dos ônibus, mas liminar manda que 70% volte a circular

A categoria reivindica 7,13% de reajuste salarial, o pagamento de uma comissão de R$250 para motoristas que desempenham o papel de cobrador, e pagamento de ticket alimentação


DA REDAÇÃO

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250 mil pessoas foram prejudicadas

 

A greve deflagrada por motoristas e cobradoresdo sistema coletivo de transporte coletivo atingiu quase 250 mil pessoas no inicio da manhã desta terça-feira (20). O movimento teve a adesão de 100% da categoria, e os ônibus não saíram das garagens das quatro empresas que são concessoras do serviço em Cuiabá e na linha intermunicipal, que liga Várzea Grande à Capital. 

 

De acordo com o presidente do Sindicato dosMotoristas Profissionais e Trabalhadores em Empresas de Transportes Terrestres de Cuiabá e Região (STETT-CR), Ledevino Conceição, o Sindicato teve acesso nesta manhã a determinação da Desembargadora do Trabalho, Maria Beatriz Theodoro Gomes, que exige que 70% da frota circule durante o dia e 80% nos horários de pico. 


“Tivemos acesso a essa decisão e vamos colocar 70% da frota até o final da manhã nas ruas. Mesmo a decisão não valendo para as linhas intermunicipais, vamos colocar 50% dos carros nas ruas. Mas a saída das garagens precisam ser simultâneas, para evitar quebra-quebra”, explica Ledevino.

 

A categoria reivindica 7,13% de reajuste salarial, o valor que atualmente é pago para motoristas, de R$1,600 aumentaria para R$1,800.  Os profissionais contratados como cobradores recebem R$ 1.037, que com o acréscimo iria para R$ 1.110. Além do pagamento de uma comissão de R$250 para motoristas que desempenham o papel de cobrador, e pagamento de ticket alimentação.

 

Para o Sindicato dos Transportadores Urbanos (STU), o reajuste é impraticável dado à atual planilha de custos aprovada pelo Conselho Municipal dos Transportes (CMT), em março deste ano. 

 

A planilha considera a tarifa da passagem a um valor de R$ 2,80 e só permite um reajuste máximo de 4,63%. Com isso, a passagem subiria para R$ 2,93.  Para conceder o reajuste pedido pelos profissionais, seria necessário elevar o valor das passagens em R$ 0,20, subindo a tarifa para R$ 3. 

 

De acordo com o presidente do STETT-CR, ainda não está agendada nenhuma reunião de conciliação entre a categoria e os empresários. Quanto a possíveis manifestações dos profissionais não estão programadas.