Mato Grosso não terá incremento de 2.100 novos profissionais durante a Copa

Aprovados em concurso público só devem atuar após a Copa. Já que o curso preparatório tem duração de seis meses.


DA REDAÇÃO

Divulgação PM

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Atualmente o efetivo da PM é de 7 mil policiais, distribuídos em 141 municípios. Desse total, 3,1 mil estão lotados em batalhões da capital e 768 em Várzea Grande. Já a PC têm 2.633 servidores, entre escrivães e investigadores.

Segurança Pública de Mato Grosso não terá o incremento de 2.100 novos servidores, entre policiais militares, civis e bombeiros durante a realização da Copa do Mundo em Cuiabá. Isso porque, o Concurso Público iniciado em janeiro deste ano, com a realização da prova objetiva, ainda está na fase de investigação social. A previsão é que o Estado receba mais de 80 mil turistas durante a Copa.

Ao RepórterMT, a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SESP) afirmou que a próxima etapa, curso preparatório, só irá iniciar após o término do mundial, no dia 13 de julho. 

Segundo a pasta, o concurso tinha objetivo de preparar os aprovados para estarem aptos a trabalharem durante a realização do mundial, no entanto, devido um atraso técnico, a iniciação dessa fase teve que ser adiada, já que o curso de preparação tem a duração mínima de seis meses. A pasta não explicou o motivo do atraso.

Para dar segurança durante o evento, vários policiais militares, civis e bombeiros serão remanejados de outros municípios para a capital. O Estado ainda poderá contar com o apoio de soldados do Exercito Brasileiro e da Força Nacional.

Atualmente, o efetivo da PM é de 7 mil policiais, distribuídos em 141 municípios. Desse total, 3,1 mil estão lotados em batalhões da capital e 768 em Várzea Grande. Já a PC têm 2.633 servidores, entre escrivães e investigadores.A Arena Pantanal (antigo Verdão) irá ser palco de quatro jogos marcados para os dias 13, 17, 21 e 24 de junho. 

O CONCURSO

Com 37 mil inscritos, a prova objetiva do concurso foi realizada no dia 19 de janeiro. A Fundação Carlos Augusto Bittencourt (Funcab) foi escolhida para organizar o processo seletivo, que ofereceu 2.100 vagas. Desse total, 1200 foram destinadas a soldado da PM e 450 para o cargo de investigador e 150 para escrivão da Polícia Civil, além de 300 para o Corpo de Bombeiros.

POSSÍVEL GREVE

Ao RepórterMT, o presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, o major da PM, Wanderson Nunes Siqueira, não descarta uma greve dos servidores durante a Copa do Mundo.

A decisão deve ocorrer durante uma assembleia geral onde os policiais e bombeiros irão votar contra ou a favor da paralisação. Segundo ele, a classe luta por uma reestruturação das corporações, que temsalários defasados. “Nosso objetivo é definir uma política salarial para os próximos anos”, destacou.

Siqueira afirmou que o governo não está fazendo um tratamento igual dentro da Segurança Pública de Mato Grosso, já que nos últimos meses concedeu um aumento no salário dos delegados da Polícia Civil e sequer reajustou o vencimento dos oficiais da PM e CB. “A gente está buscando esse tratamento igualitário. Temos um processo discriminatório onde os policiais e bombeiros não possuem uma série de direitos. Além de ter um salário de 40% menor que outras carreiras na Segurança Pública”, explicou. 

Para o major, uma dessas diferenças de tratamento se dá no caso de investigadores e escrivães da Polícia Civil, que têm no salário o adicional noturno e não corre riscos como os policiais militares, que trabalham enfrentando da violência. “O PM trabalha à noite e não tem esse incremento, quando há uma chacina ou um grande evento como as eleições, esses policiais têm suas folgas e férias cortadas e são obrigados a trabalharem de forma abusiva”, disse.