Policial militar é executado a tiros; mulher depõe como suspeita

De acordo com o boletim de ocorrência, a esposa e uma terceira pessoa, que estava com o policial antes da execução, foram encaminhados para delegacia.


DA REDAÇÃO

RepórterMT/Reprodução

O militar foi morto após sair de um bar, onde ingeriu bebidas alcoólicas com outras pessoas.

O policial militar Moshe Dayan Simão Kaveski, de 28 anos, foi assassinado a tiros na noite de segunda-feira (4), no distrito de União do Norte, em Peixoto de Azevedo (691 km de Cuiabá). A principal suspeita é de que o crime tenha sido cometido por motivos passionais.

O assassinato aconteceu por volta das 20h, quando o militar estava chegando em casa com a esposa, em uma motocicleta.

A mulher dele foi conduzida até a delegacia pela suspeita de envolvimento no crime. Inicialmente ela disse que o autor dos tiros era baixo, obeso e que havia roubado o celular dela e do policial antes de executá-lo, porém, conforme o boletim de ocorrência, ela disse posteriormente que eram dois bandidos e dessa forma entrou em contradição.

Os policiais que atenderam a ocorrência afirmam que o celular dela também foi localizado próximo ao muro da casa.

Um homem identificado como V.S.F., também foi encaminhado para delegacia. Ele estava junto com o policial Moshe, a esposa do militar e uma  testemunha, momentos antes do crime, em local onde está sendo construído um bar e o grupo ingeria bebidas alcoólicas.

O depoimento da testemunha é 'peça chave' nas investigações que estão em andamento. Ela afirma que viu V.S.F. perguntando se o policial estava com a arma no local, porém, o militar afirmou que a arma dele estava com a esposa.

A testemunha também disse que nquela noite, o militar havia agredido a mulher com um soco na barriga. A testemunha ainda relatou um suposto caso amoroso entre os suspeitos.

Um policial da cidade disse ao RepórterMT, que tanto a esposa, quanto V.S.F. foram encaminhados para delegacia na condição de ‘conduzidos’ e prestam depoimento sobre a execução do militar.

O caso é acompanhado pela Polícia Civil.