Promotora acha pequena a pena de 4 anos para lavrador que assassinou colega com 13 facadas

 

Olhar Direto

 

A promotora de Aragarças-GO, Vânia Marçal, considerou pequena a pena de 4 anos e 8 meses imposta ao lavrador Paulo Miranda Gomes que matou o colega de trabalho Valteir Gomes Pereira com treze facadas em novembro do ano passado. Apesar do comentário, ela disse que em princípio não pretende concorrer da decisão.

O julgamento do lavrador foi realizado quinta-feira (17), no fórum aragarcense, com a defesa sendo elaborada por professores da Faculdade Cathedral de Barra do Garças que foram convidados para auxiliar pela falta de Defensoria no município. O professor Leonardo da Mata e ex-aluno e agora professor Humberto Alves do Nascimento se encarregaram da defesa do acusado.

A promotoria relatou o crime como cruel pelo número de facadas, de que o autor fugiu do local do crime e ainda responde por outro homicídio na cidade de Nova Xavantina, a 650 km de Cuiabá. Na época da prisão do lavrador, a delegada Azuen Albarello não quis lavrar o flagrante alegando que já havia passado o prazo lembra a promotora Vânia que não concordou e solicitou a prisão de Paulo que se encontra recolhido até hoje.

Os advogados de defesa alegaram que o lavrador cometeu o homicídio sob forte emoção, pois foi agredido e ofendido pela vítima e com relação ao caso de Nova Xavantina, Leonardo da Mata explicou que Paulo é investigado, porém ainda não existe sentença.

O juiz Paulo, que presidiu o Júri Popular, agradeceu a contribuição da universidade em ceder os advogados de defesa para atuarem no caso. O julgamento serviu até mesmo de observatório para os alunos de direito da Cathedral que acompanharam o evento.

Após o resultado, daqui quatro meses, o lavrador poderá requer a progressão para regime semi-aberto. Familiares da vítima, Valteir Gomes Pereira, saíram insatisfeitas alegando que ficou ‘barato’ a punição para o acusado de homicídio.  

Por: Olhar Jurídico