Índia recém-nascida enterrada viva pela família em MT tem alta e hospital aguarda promotoria, diz boletim

10/07/2018 11:05

10-07-18-Índia recém-nascida enterrada viva pela família em MT tem alta e hospital aguarda promotoria, diz boletim

Por G1 MT

A índia recém-nascida que foi resgatada depois de ser enterrada viva pela família em Canarana, a 838 km de Cuiabá, teve alta nesta segunda-feira (9) e já pode deixar o hospital. A bebê está internada desde o dia 6 de junho numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá.

A unidade, entretanto, aguarda um posicionamento da Promotoria de Justiça para os encaminhamentos.

Em junho, a mãe da menina - uma adolescente de 15 anos, foi ouvida e disse que pretende ficar com a menina.

A recém-nascida foi encontrada por policiais e passou seis horas debaixo da terra. O momento do resgate foi registrado em vídeo.

Na semana passada, a bebê passou por uma cirurgia para retirada de um cateter e passou a ser acompanhada por uma fonoaudióloga para iniciar o processo de sucção, já que a dieta dela era feita por sonda.

A avó do bebê, Tapoalu Kamayura, de 33 anos, e a mãe dela, Kutsamin Kamayura, de 57 anos, foram presas e teriam premeditado o crime. A mãe da bebê é uma adolescente de 15 anos.

Kutsamin alegou à polícia que enterrou a menina por acreditar que ela estivesse morta. As investigações apontaram que elas não aceitavam a criança pelo fato dela ser filha de mãe solteira e o pai ser de outra etnia.

Ainda, as investigações não indicariam que o enterro da menina estivesse ligado aos costumes indígenas. A Justiça determinou que as duas usem tornozeleira eletrônica.

 

Enterrada viva

 

Depois de resgatada pela polícia, a bebê foi socorrida em dois hospitais até ser transferida para a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. Ela continua internada na capital desde o dia 6 deste mês, e o estado de saúde ainda é delicado.

De acordo com o delegado da Polícia Civil Deuel Paixão Santana, que investiga o caso, em depoimento, as testemunhas afirmaram que, tanto a avó quanto a bisavó, não queriam o bebê para que a adolescente não se tornasse mãe solteira.

O Ministério Público Federal requisitou um estudo antropológico, que deve nortear a situação.

 

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