PC pede soltura de casal preso por morte de empresário que sonegou R$ 140 mil

13/03/2019 15:06

Delegada Jannira Laranjeira não viu ligação entre casal preso e executor do assassinato

 
Da Redação

 
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A delegada Jannira Laranjeira Siqueira Campos Moura, responsável pela investigação da morte do empresário Wagner Florêncio Pimentel, solicitou o relaxamento da prisão temporária do soldado do Exército, Wellington Lemos Guedes Castro, e a namorada Rosiele Fátima da Silva. O casal foi preso na última quinta-feira (7), apontado como olheiro de um grupo criminoso envolvido no assassinato do empresário.

Wagner foi executado em fevereiro deste ano, com pelo menos três tiros dentro do carro, no bairro Jardim das Américas. Ele havia acabado de sair so shopping Três Américas, onde possuía uma chopperia.

Em entrevista a TV Band, a delegada relatou que não tem mais interesse na prisão do casal por entender que Wellington e Rosiele não tem vínculo com os executores. “Com o fluir das investigações, analises de celulares, as oitivas das testemunhas e de outras pessoas envolvidas a eles, assim como a motivação do porque estavam ali no shopping nós entendemos por bem, manifestar pelo desinteresse da prisão do casal. A princípio estou entendendo que eles não têm vínculo com o grupo do executor”, explicou delegada.

Rosilene está na unidade feminina Ana Maria do Couto May, no bairro Pascoal Ramos. Já Wellington está detido no 44º Batalhão de Infantaria Motorizada, no bairro Goiabeiras. 

A mãe do soldado relatou que o filho não conhece nenhum dos envolvidos na morte do empresário e que desde a prisão do soldado tem enfrentado uma “luta” para provar a inocência do filho. “O Wellington nunca passou por uma delegacia, ele é limpo e nunca teve nenhuma alteração. Nossa família está passando por uma situação terrível e tudo isso foi jogando na mídia”, disse a pastora.

 A solicitação da delegada deve ser analisada pela Justiça. 

ENTENDA O CASO

O empresário Wagner Florêncio Pimentel, investigado na ‘Operação Crédito Podre’, foi assassinado no início de fevereiro deste ano. Após as investigações, a Polícia Judiciária Civil (PJC) cumpriu cinco mandados de prisão contra envolvidos no assassinato do empresário. 

Os investigados foram: o casal Wellington Lemos Guedes Castro e Rosiele Fátima da Silva, suspeitos de monitorar a vítima; Gilmar Fernando Borges Resplande Amorim, que pilotou a motocicleta; Adão Joasir Fontoura, apontado pelas investigações como o executor da vítima; e Dayane Pereira Fontoura, flagrada ao passar em um veículo ao lado do carro do empresário, depois de morto.

Wagner Florêncio Pimentel foi assassinado a tiros no Jardim das Américas, em Cuiabá. Ele era investigado pela Operação Crédito Podre, deflagrada pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários contra a Administração Pública (Defaz) em dezembro de 2017. 

Imagens colhidas de câmeras de segurança mostram que Wagner foi seguido enquanto estava em um dos shoppings centers da cidade, onde possuía uma franquia. A todo o momento, segundo imagens da câmera, o casal responsável pelo monitoramento fala ao celular, possivelmente repassando informações sobre a vítima aos demais envolvidos.

Após sua saída do shopping, sem perceber, o empresário foi perseguido pelos criminosos. O executor, que estava de moto, então aproveitou que Pimentel precisou reduzir a velocidade para passar por uma lombada e, se aproximando do carro, efetuou diversos disparos de arma de fogo contra Wagner, resultando em sua morte.

Após isso, outro veículo passa ao lado do carro de Wagner em baixa velocidade, onde os integrantes verificam a eficácia do plano.

Gilmar Fernando Borges Resplande Amorim foi liberado pela delegada na tarde de quinta-feira (7).