Profissionais da educação de Pontal do Araguaia fazem paralisação para cobrar revisão salarial

06/12/2018 09:52

Cerca de 500 alunos devem ficar sem aula por causa do movimento grevista. Profissionais também cobram melhores condições de trabalho.

Foto: Reprodução 

Profissionais da educação de Pontal do Araguaia fazem paralisação para cobrar revisão salarial
Uma reunião com o prefeito Gerson deve ser realizada para decidir quais medidas serão tomadas
 
 

Os profissionais da rede municipal de ensino de Pontal do Araguaia, a 518 km de Cuiabá, iniciaram uma paralisação, nesta quarta-feira (5), para cobrar revisão do piso salarial e melhores condições de trabalho. Cerca de 500 alunos devem ficar sem aula por causa do movimento.

 

A secretária de educação do município, Elismar Nogueira, informou que uma reunião será realizada na manhã desta quarta-feira (5), com o prefeito Gerson Rosa (PSDB), para decidir quais medidas serão tomadas.

 

De acordo com a técnica administrativa Regiane Evangelista Galvão, que faz parte da comissão de negociação com a prefeitura, as negociações tiveram início no mês de março.

 

“Estamos desde março fazendo reuniões e não tivemos avanço. Entre as reivindicações da categoria está a atualização do piso salarial. Estamos desde 2016 sem qualquer correção salarial”, disse.

 

Ela explicou que o telhado das escolas estão danificados, além das janelas estarem quebradas e o ar-condicionado não funcionar.

 

O ano letivo da rede municipal de ensino está previsto para terminar no dia 21 de mês. Devido a paralisação, mais de 500 estudantes poderão concluir o ano letivo de 2018, apenas no próximo ano.

 

Os funcionários se reuniram com os pais dos estudantes na terça-feira (4) para abordar os motivos da paralisação. Além das férias vencidas, os profissionais pedem a atualização do piso salarial e melhores condições de trabalho.

 

“Infelizmente são mais de 500 alunos que vão ser prejudicados. Fizemos uma denúncia no Ministério Público, e a categoria não encontrou outro meio para reivindicar os seus direitos”, afirmou.