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Virginia Mendes relembra perdas da pandemia durante lançamento de livro de Gilberto Figueiredo

Virginia Mendes relembra perdas da pandemia durante lançamento de livro de Gilberto Figueiredo

Data de Publicação: 9 de julho de 2026 17:11:00 Ex-primeira-dama compartilhou experiências pessoais e destacou a importância da memória sobre a Covid-19.

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Da Assessoria

Assessoria

A ex-primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, participou na noite desta quarta-feira (8) da sessão de autógrafos do livro Sem Tempo para Respirar – Relatos de um secretário de saúde no caos da pandemia, escrito pelo ex-secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo. O evento reuniu autoridades, profissionais da saúde e convidados em uma cerimônia marcada por homenagens às vítimas da Covid-19 e aos profissionais que atuaram na linha de frente da maior crise sanitária do século. 

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Mais do que um relato sobre gestão pública, a obra reúne as experiências vividas por Gilberto Figueiredo em dois momentos distintos da pandemia: como secretário estadual de Saúde, coordenando ações de enfrentamento à Covid-19, e como paciente, após contrair a doença e permanecer 18 dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Durante a solenidade, Virginia Mendes, uma das homenageadas da noite, relembrou os desafios enfrentados durante a pandemia. Ela contou que contraiu Covid-19 quatro vezes, mesmo sendo imunossuprimida em razão de um problema renal, e recordou a morte da mãe, Eurídice Gomes, vítima de complicações causadas pelo coronavírus.

"Foi realmente uma época muito difícil para todos. O mundo inteiro viveu aquele momento de medo. Muitas pessoas perderam familiares, e eu perdi minha mãe. São lembranças que nunca serão apagadas. Foi como viver um tempo de terror", afirmou.

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Virginia Mendes, Mato Grosso, deputada federal

Virginia também destacou os impactos sociais provocados pela pandemia. Segundo ela, além da emergência na saúde, milhares de famílias enfrentaram dificuldades para garantir o próprio sustento durante o período de restrições.

"As pessoas tinham fome. Muitos perderam o emprego, restaurantes fecharam, trabalhadores ficaram sem renda. Enquanto os profissionais de saúde cuidavam dos pacientes, também precisávamos levar alimentação e assistência para quem estava passando necessidade. Era preciso agir rapidamente", relembrou.

A ex-primeira-dama ainda recordou a visita que fez a Gilberto Figueiredo durante sua internação por Covid-19, quando esteve acompanhada do então governador Mauro Mendes.

"Quando cheguei ao hospital, vi o quanto ele estava debilitado. Eu dizia para ele ter fé e acreditar que Deus iria colocá-lo de pé novamente. Era um momento de muita angústia, mas também de esperança", disse.

Ao comentar o título da obra, Virginia afirmou que a expressão resume um dos períodos mais dramáticos vividos pela população durante a pandemia.

"'Sem tempo para respirar' resume exatamente o que todos viveram. Vimos pessoas lutando pela vida, hospitais sobrecarregados e lugares onde faltou oxigênio. É uma realidade que jamais será esquecida."

No livro, Gilberto Figueiredo relata os bastidores da gestão da saúde pública durante a pandemia e destaca que a crise evidenciou fragilidades estruturais do sistema de saúde, especialmente a dependência do país de equipamentos e insumos importados. Segundo ele, a obra também pretende servir como instrumento de aprendizado para futuros gestores.

"Um dos objetivos do livro é contribuir para a formação de futuros gestores da saúde pública, compartilhando os desafios enfrentados durante a maior crise sanitária do século", afirmou.

Além de registrar episódios marcantes da pandemia, o livro presta homenagem às vítimas da Covid-19 e reconhece o trabalho de profissionais da saúde, servidores públicos, prefeitos, motoristas, equipes de limpeza e voluntários que atuaram durante o período.

Entre homenagens, relatos emocionados e momentos de silêncio, a cerimônia reforçou a importância de preservar a memória sobre um dos capítulos mais difíceis da história recente do país. "A pandemia deixou cicatrizes permanentes, mas também histórias de coragem, solidariedade e superação que não podem ser esquecidas", concluiu Virginia Mendes.

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